Dúvidas mais frequentes
Quem pode fazer o exame?
Qualquer mulher grávida que assim o desejar. Este teste não apresenta qualquer tipo de risco para a grávida, nem para o bebé, uma vez que o teste é um teste não invasivo e totalmente inócuo.
Há uma idade gestacional mais apropriada para a realização do teste?
Não. O teste pode ser realizado em qualquer fase da gravidez, contudo a sua exactidão aumenta com o avançar da gravidez. O ideal é efectuar o teste a partir da 8ª semana de gestação para que os resultados sejam mais fiáveis.
Se uma pessoa que não esteja grávida fizer o teste qual é o resultado?
O teste não detecta gravidez mas apenas a presença do cromossoma Y livre no sangue da grávida. Se uma mulher que não estiver grávida fizer o teste, o resultado será menina, pois neste caso, o teste apenas permite confirmar a ausência de ADN masculino.
O facto de a grávida ter tido gravidezes anteriores de meninos ou meninas interfere no resultado?
Não. O ADN fetal é rapidamente eliminado da circulação materna algumas horas após o parto, logo apenas o material genético do feto da gravidez actual é analisado.
E se a gravidez for gemelar (gémeos)?
Para gémeos univitelinos (idênticos) o resultado é válido para ambos. Para gémeos fraternos (mais de uma placenta) se o resultado do teste for menino, quer dizer que, pelo menos um dos gémeos é menino. Se o resultado do teste for menina, significa que ambas as gémeas são meninas.
Quanto tempo demora até obter o resultado do teste?
Normalmente até cerca de 5 dias úteis recebe informação sobre o teste realizado.
Pode haver resultados inconclusivos?
Sim, em aproximadamente 5% dos casos, principalmente se a mãe estiver nas primeiras 7 semanas de gravidez. Nesses casos solicitamos uma nova colheita 2-3 semanas depois.
O teste pode indicar alguma anomalia com o feto?
Não. Neste momento o teste que oferecemos não se destina ao diagnóstico de malformações fetais, servindo apenas para a determinação precoce do sexo fetal.
Na comunicação social foi veiculada uma notícia sobre um teste semelhante disponível nos EUA, que tem causado alguma polémica. Trata-se do mesmo teste?
Não. Apesar do teste americano (babygendermentor) ser também um teste não invasivo de detecção precoce do sexo fetal existem três grandes diferenças entre esse teste e o teste que oferecemos. Em primeiro lugar o teste americano é oferecido às grávidas a partir das 5 semanas de gestação, enquanto o teste que oferecemos deve ser realizado após 8 semanas de gestação, o que contribui para o aumento da sensibilidade do método. Em segundo lugar, o formato oferecido no teste americano permite a colheita de sangue da grávida na sua própria casa, por picada no dedo e recolha de algumas gotas de sangue para um papel especial de colheita. Se por um lado este processo tem a vantagem de ser mais cómodo, o método de colheita apenas permite analisar uma pequena quantidade de amostra. Por outro lado, o facto da recolha ser feita em casa (e não num ambiente controlado e nas condições estéreis de um laboratório) faz aumentar o risco de contaminações e a probabilidade de ocorrência de falsos resultados é maior.
O que pode originar um resultado errado?
Quando o resultado aponta para uma gravidez de feto feminino que posteriormente se verifica ser uma gravidez de feto masculino a explicação mais simples é o limite de sensibilidade do teste. Como a sensibilidade é controlada para ser a mesma em todas as análises, a quantidade de ADN fetal no plasma materno no momento da colheita seria muito reduzida, não sendo possível a sua detecção.
Já no caso contrário, isto é, quando o resultado aponta para feto masculino e posteriormente verificar-se ser uma gravidez de feto feminino, as causas são menos claras. Uma possibilidade que deve ser levantada é se a mãe foi submetida a um processo de hiperovulação e/ou fertilização in vitro, onde a probabilidade de gravidezes múltiplas (2 ou mais embriões) é elevada. Nestes casos não é invulgar que um ou mais embriões não sobrevivam, e existem estudos que demonstram que a detecção do ADN destes embriões pode ocorrer até 2 semanas após, por exemplo, um episódio de aborto. Se um destes embriões for do sexo masculino, poderia explicar este tipo de incoerência entre o resultado do teste de determinação de sexo fetal e o sexo do feto em desenvolvimento. Outra explicação é que a mãe tenha recebido uma transfusão de sangue ou transplante de órgão de um homem. É importante lembrar que estes erros são raríssimos.
O teste permite seleccionar o sexo do bebé?
Não. O teste de determinação do sexo fetal não permite seleccionar o sexo do bebé, mas apenas informar (tal como num exame ecográfico, mas mais precocemente) qual o sexo do futuro bebé. Este teste é apenas um teste de diagnóstico do sexo, não é um teste de selecção do sexo e é totalmente distinto da técnica designada por diagnóstico pré-implantatório para selecção do sexo do bebé antes da implantação do embrião no útero da mulher.
O Genelab considera eticamente inaceitável a selecção do sexo do bebé para fins não médicos e é por conseguinte totalmente contra a sua utilização nesses termos.